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domingo, 26 de maio de 2013

Em cinco anos, preço do carro usado caiu 41,3%



– Em 2012 o setor teve a maior queda de preço da história: 10,7%. Desde a crise de 2008 o usado ficou 41,3% mais barato.
Nunca os carros usados perderam tanto preço como em 2012. Nem mesmo a grave crise em 2008 – que levou ao fechamento de lojas multimarcas e registrou a queda histórica de 7% – teve como consequência uma queda de preço tão grande. O estudoAutoInforme/Molicar, que analisou o comportamento dos carros usados de 2003 a 2011, apontou uma queda média de preço de 10,7% no mercado de usados em 2012.
Desde a crise de 2008 os carros usados vêm tendo fortes quedas. Naquele ano foi – 7%; em 2009 houve uma retração de 6,5%, no ano seguinte o preço caiu 5,5% e em 2011 foi 6,2%. Observe (veja quadro) que a queda verificada em 2012 foi quase o dobro dos anos anteriores. O resultado foi que, nesses cinco anos, o carro usado teve uma desvalorização de nada menos que 41,3%.
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Os carros da Audi foram os que mais perderam no ano passado, bem mais do que as outras marcas. Na média, os usados da marca fabricados no Brasil (no caso apenas o A3) ficaram 18,3% mais baratos. Citroën (-14,8%), Chevrolet (-13,5%) e Peugeot (-13,3%), também tiveram quedas importantes. Os carros usados da Volkswagen (-12,4%), Mitsubishi (-11,5%), Renault (-10,9%) e ainda Fiat, Ford e Honda (as três com -10,6%), também tiveram quedas de preço de mais de 10% em 2012.
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Das 19 marcas de carros e comerciais leves produzidos no Brasil pesquisadas, mais as marcas importadas (agrupadas num único item), apenas a Lobini (que tem uma participação insignificante no volume de vendas) e a Iveco (que atua apenas no segmento de comerciais), tiveram alta de preço dos seus modelos usados no ano passado. Todas as outras (veja tabela) apresentaram queda. Os importados registraram uma queda média de 9,1%.
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O carro que mais caiu de preço no ano passado foi o Astra hatch, da GM. Na média dos anos-modelo, o Astra ficou 26,7% mais barato em 2012, índice semelhante ao mesmo modelo na versão sedã (veja a lista). O Edge, da Ford; o Volvo XC-90, o Siena Tetrafuel, o Audi Avant e o Polo, da Volks, também tiveram desvalorizações importantes no ano passado.
Chery S18, outras versões do Astra (sedã e hatch), Fiesta, Gol G4, Mercedes-Benz E 350 e CLS 500, Audi A6, Logan, picape Haffei e Chery Tiigo também perderam mais de 25% do seu preço.
Uns poucos modelos, como o Mitsubishi Lancer, o Land Rover Defender e o Kia Bongo, subiram de preço em 2012, ao contrário da tendência geral do mercado. Veja aqui a lista de carros usados que mais caíram e subiram de preços no ano passado.
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Usados: queda de preço em 2012
Marca/ Queda (%)
Audi:  -18,3
Citroën:  -14,8
Chevrolet:  -13,5
Peugeot:  -13,3
Volks:   -12,4
Mitsubishi:   -11,5
Renault:  -10,9
Fiat:  -10,6
Ford:  -10,6
Honda:  -10,6
Toyota:  -9,8
Nissan:  -9,8
Chamonix: -9,8
Mercedes:  -9,7
Importados:  -9,1
Troller:  -7,0
TAC :  -6,8
Agrale:  -2,9
Iveco:  0,7
Lobini:  0,4
Fonte: Autoinforme/Molicar

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Isso é só o fim...



A temporada 2013 que começa no próximo final de semana em Melbourne, na Austrália, terá apenas um representante brasileiro, Felipe Massa.

Um  fato que não acontecia desde 1978. Mas isso não é o pior de tudo. Com a exceção de Felipe Nars (GP2), não há mais nenhum jovem brazuca com chances de desembarcar na categoria máxima do esporte a motor nos próximos anos...

É apenas uma questão de tempo para que não tenhamos piloto brasileiro na F1.

Não que isso vá mudar os rumos do universo, nem que seja motivo para deixar de acompanhar a categoria para fanáticos como nós, mas serve para mostrar que o automobilismo brasileiro foi para o buraco, é fato.

Não existem oportunidades para novos talentos, a CBA (Confederação Brasileira de Automobilismo) que deveria fomentar o automobilismo no país não faz nada.

Como disse Nelson Piquet dias atrás, a entidade é comandada por gente que além de não entender nada do assunto, faz muito pouco pelo esporte.

sábado, 11 de maio de 2013

Soluções aerodinâmicas



Na última semana de testes em Barcelona, além de experimentar novos componentes, as equipes buscaram afinar suas máquinas no quesito aerodinâmico, o chamado "refinamento aerodinâmico"...

Dois pontos chamaram a atenção na Ferrari - a nova asa traseira com ranhuras verticais e o difusor traseiro com três níveis...

domingo, 5 de maio de 2013

Para Renault, 2013 terá apenas “dez meses”



Novo Master é uma das apostas para recuperar a perda de produção com a paralisação da fábrica no Paraná
O novo Master, o furgão que a Renault apresentou ontem em Curitiba, é a primeira empreitada da empresa para a sua “nova missão”, como se referiu o presidente Olivier Murguet. A Renault precisa recuperar o tempo perdido com a parada da fábrica de São José dos Pinhais, por 60 dias, quando deixou de produzir 40 mil unidades e, por causa disso, perdeu o quinto lugar no ranking de vendas para a Hyundai.
A queda de produção e vendas não preocupa a direção da empresa. Era prevista. A redução da produção foi uma decisão planejada, para aumentar a capacidade de 280 mil para 380 mil unidades de veículos e de 400 mil para 500 mil (40% para exportação).
Agora é preciso recuperar o tempo pedido. Olivier acha que março será um mês ainda fraco, mas a partir de abril quer voltar ao ritmo normal de vendas.
“Nosso objetivo é fazer o ano de 2013 em dez meses, isto é: temos que crescer além da média para recuperar a perda em janeiro e fevereiro, que foram meses ‘perdidos’”, disse o dirigente.
A Renault investiu R$ 250 milhões no novo Master e nesse segmento a expectativa é crescer, até porque as vendas de furgões estão crescendo. Em 2009 foram comercializadas no Brasil 5,3 mil unidades. O segmento cresceu para 8,2 mil em 2010 e 10,5 mil em 2011. No ano passado foram vendidos 13,9 furgões grandes e a procura continua alta.
O novo modelo é mais moderno, ficou bonito, a empresa integrou itens de conforto, com boa posição de dirigir (próxima a de um carro de passeio), e elementos que dão mais conforto aos passageiros, como ar-condicionado com distribuição lateral. O utilitário, que tem motor de 115 cavalos, já vem com ABS de série.
O Brasil é o segundo mercado da Renault no mundo, depois da França. Em seguida vêm a Rússia, onde a empresa aposta no crescimento, a Alemanha e a Argentina, que também está em crescimento. As novas apostas são na Índia e na China, onde a marca francesa está iniciando os investimentos, com retorno previsto para médio prazo.
A alternativa são os mercados emergentes, porque a Europa já deu o que tinha que dar. A Renault chegou a vender na Espanha 200 mil carros por ano; hoje vende 80 mil. Não por incompetência, mas porque o mercado definhou: tanto que a participação da empresa na Espanha, continua a mesma: 12%.
A expectativa a médio prazo é conquistar 8% do mercado brasileiro, índice previsto para o ano de 2016. Para isso, Olivier avalia que a Renault tem que estar presente em alguns segmentos estratégicos, como dos hatch de entrada (até R$ 30 mil), o sedã pequeno (Logan), o de utilitários esportivos, com o Duster. O dirigente planeja também explorar nichos de mercado onde hoje a Renault não atua.
O novo Master