Novo Master é uma das apostas para recuperar a perda de produção com a paralisação da fábrica no Paraná
O novo Master, o furgão que a Renault apresentou ontem em Curitiba, é a primeira empreitada da empresa para a sua “nova missão”, como se referiu o presidente Olivier Murguet. A Renault precisa recuperar o tempo perdido com a parada da fábrica de São José dos Pinhais, por 60 dias, quando deixou de produzir 40 mil unidades e, por causa disso, perdeu o quinto lugar no ranking de vendas para a Hyundai.
A queda de produção e vendas não preocupa a direção da empresa. Era prevista. A redução da produção foi uma decisão planejada, para aumentar a capacidade de 280 mil para 380 mil unidades de veículos e de 400 mil para 500 mil (40% para exportação).
Agora é preciso recuperar o tempo pedido. Olivier acha que março será um mês ainda fraco, mas a partir de abril quer voltar ao ritmo normal de vendas.
“Nosso objetivo é fazer o ano de 2013 em dez meses, isto é: temos que crescer além da média para recuperar a perda em janeiro e fevereiro, que foram meses ‘perdidos’”, disse o dirigente.
A Renault investiu R$ 250 milhões no novo Master e nesse segmento a expectativa é crescer, até porque as vendas de furgões estão crescendo. Em 2009 foram comercializadas no Brasil 5,3 mil unidades. O segmento cresceu para 8,2 mil em 2010 e 10,5 mil em 2011. No ano passado foram vendidos 13,9 furgões grandes e a procura continua alta.
O novo modelo é mais moderno, ficou bonito, a empresa integrou itens de conforto, com boa posição de dirigir (próxima a de um carro de passeio), e elementos que dão mais conforto aos passageiros, como ar-condicionado com distribuição lateral. O utilitário, que tem motor de 115 cavalos, já vem com ABS de série.
O Brasil é o segundo mercado da Renault no mundo, depois da França. Em seguida vêm a Rússia, onde a empresa aposta no crescimento, a Alemanha e a Argentina, que também está em crescimento. As novas apostas são na Índia e na China, onde a marca francesa está iniciando os investimentos, com retorno previsto para médio prazo.
A alternativa são os mercados emergentes, porque a Europa já deu o que tinha que dar. A Renault chegou a vender na Espanha 200 mil carros por ano; hoje vende 80 mil. Não por incompetência, mas porque o mercado definhou: tanto que a participação da empresa na Espanha, continua a mesma: 12%.
A expectativa a médio prazo é conquistar 8% do mercado brasileiro, índice previsto para o ano de 2016. Para isso, Olivier avalia que a Renault tem que estar presente em alguns segmentos estratégicos, como dos hatch de entrada (até R$ 30 mil), o sedã pequeno (Logan), o de utilitários esportivos, com o Duster. O dirigente planeja também explorar nichos de mercado onde hoje a Renault não atua.
O novo Master
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